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domingo, 30 de outubro de 2011

Kurt Lewin

 
Psicólogo alemão, nasceu em 9 de setembro de 1890 em Mogilno, Alemanha, na época, morreu em Newtonville, Massachusetts, Estados Unidos, em 12 de fevereiro de 1947.

A teoria do campo psicológico, formulada por Lewin, afirma que as variações individuais do comportamento humano com relação à norma são condicionadas pela tensão entre as percepções que o indivíduo tem de si mesmo e pelo ambiente psicológico em que se insere, o espaço vital, onde abriu novos caminhos para o estudo dos grupos humanos. Dedicou-se às áreas de processos sociais, motivação e personalidade, aplicou os princípios da psicologia da Gestalt. Lewin desenvolveu a pesquisa-ação (Action-Research), tentando com ela dar conta de dois problemas levantados pela sociedade em sua época: os problemas sociais e a necessidade de pesquisa. Fez isso, pois nem sempre a pesquisa social pode ser levada para os laboratorios.




                                                                (Action-Research)


Não podemos deixar de falar da teoria de três etapas (descongelamento, movimento e recongelamento) de Lewin que revolucionou a ideia de mudança em organizações.

 O comportamento deriva da coexistência dos fatos; depende do campo atual ao invés do passado ou do futuro.
O campo psicológico ou espaço vital (lifespace, em inglês), dentro dos quais as pessoas agem precisa ser levado em conta a fim de entender o comportamento.
O comportamento é função do campo que existe no momento em que o comportamento ocorre e é representado pela seguinte fórmula:
C = f (P,A)
A fórmula significa que o comportamento de alguém está relacionado as características pessoais da pessoa e à situação social na qual se encontra.

Max Wertheimer

  Max Wertheimer foi um psicologo checo , um dos fundadores da Teoria da Gestalt juntamente com Kurt Koffka e Wolfgang Köhler. Nascido numa família judaica germanófona, durante sua juventude pensava em seguir carreira como músico; estudou violino, composição de música de câmara e sinfônica. Em 1900, começou estudar na Universidade de Praga. Um ano após, mudou de curso, passando a estudar psicologia na Universidade de Berlin, sob a tutela de Carl Stumpf. Em 1904, recebou seu doutorado na Universidade de Würzburg. Esta tese trata de um detector de mentiras empregando o método de associação de palavras.
  Em 1910 interessou-se pela percepção do movimento. Com a ajuda de um estroboscopio descobre que, iluminando duas linhas por um breve período de tempo, tem-se a sensação de ver só uma. A este fenômeno chamou de fenômeno phi. Em 1933 imigrou para os Estados Unidos para fugir da perseguição Nazi. Trabalhou como professor em Nova York, onde passou os últimos anos de vida. Sua obra só foi descoberta postumamente, em 1945. Wertheimer foi um critico do sistema educacional de sua época, baseado na lógica tradicional e na associação de ideias. Para ele, a verdade consiste em determinar a estrutura total de experiência e não em captá-la por sensações e percepções singulares associadas.

 

domingo, 23 de outubro de 2011

O Pragmatismo segundo William James

William James assim definiu o método pragmático:
   “O método pragmático é, primariamente, um método de assentar disputas metafísicas que, de outro modo, se estenderiam interminavelmente.”
Exemplo de pragmatismo é a própria “verdade”. A verdade em essência sempre esteve presente, mas ao passo em que ela nos é desconhecida é uma verdade sem significado e que só passa a ser verdade quando a praticamos, por isso a verdade só se confirma quando podemos proclamá-la: a verdade possível e alcançável para nós está implícita na nossa realidade.A psicologia deve ter o olhar atento para a realidade ou realidades, pois é nessa ou nessas que estará a verdade ou as verdades de cada um, e aqui inclui-se até a verdade ou verdades não exteriorizadas, pois tudo quando praticado, mesmo que apenas em si mesmo (internalizado), passa a ser a realidade e por conseqüência a verdade de alguém. A psicologia deve se ocupar em ser a ciência com a maior plasticidade e tolerância, pois ela lidará com inúmeras verdades (as verdades de cada um) e não poderá em momento algum “determinar” uma verdade definitiva para alguém pelo fato da psicologia ter como objeto de estudo o homem, este ser tão sedento de verdades.
             
                          A perspectiva pragmatista de James teve grande influência para o movimento funcionalista da psicologia.

Neobehaviorismo Mediacional

   O Behaviorismo Clássico postulava que todo comportamento poderia ser modelado por conexões S-R; entretanto, vários comportamentos não puderam ser modelados desta maneira. Em resposta a isso, vários psicólogos propuseram modelos behavioristas diferentes em complemento ao Behaviorismo Watsoniano. Destes podemos destacar Edward C. Tolman, primeiro psicólogo do comportamentalismo tradicionalmente chamado Neobehaviorismo Mediacional.
   Tolman publicou, em 1932, o livro Purposive behavior in animal and men. Nessa obra, Tolman propõe um novo modelo behaviorista se baseando em alguns princípios dessoantes perante a teoria watsoriana. Esse modelo apresentava um esquema S-O-R (estímulo-organismo-resposta) onde, entre o estímulo e a resposta, o organismo passa por eventos mediacionais, que Tolman chama de variáveis intervenientes. As variáveis intervenientes seriam, então, um componente do processo comportamental que conectaria os estímulos e as respostas, sendo os eventos mediacionais processos internos.Baseado nesses princípios, Tolman apresenta uma teoria do processo de aprendizagem sustentada pelo conceito de mapas cognitivos, i. e., relações estímulo-estímulo, ou S-S, formadas nos cérebros dos organismos. Essas relações S-S gerariam expectativas no organismo, fazendo com que ele adote comportamentos diferentes e mais ou menos previsíveis para diversos conjuntos de estímulos. Esses mapas seriam construídos através do relacionamento do organismo com o meio, quando observa a relação entre vários estímulos. Os processos internos que permitem a criação de um mapa mental entre um estímulo e outro são usualmente chamados gestalt-sinais.
  

 

sábado, 22 de outubro de 2011

Entendendo Melhor o que é Web 2.0


O termo Web 2.0 é utilizado para descrever a segunda geração da World Wide Web --tendência que reforça o conceito de troca de informações e colaboração dos internautas com sites e serviços virtuais. A idéia é que o ambiente on-line se torne mais dinâmico e que os usuários colaborem para a organização de conteúdo.

Dentro deste contexto se encaixa a enciclopédia Wikipedia, cujas informações são disponibilizadas e editadas pelos próprios internautas.

Também entra nesta definição a oferta de diversos serviços on-line, todos interligados, como oferecido pelo Windows Live. Esta página da Microsoft, ainda em versão de testes, integra ferramenta de busca, de e-mail, comunicador instantâneo e programas de segurança, entre outros.




O Estruturalismo

O estruturalismo  surgiu com o inglês Edward Bradford Titchener (1867–1927) e tem como fundamento o estudo dos elementos ou conteúdos mentais e sua conexão mecânica, mediante o processo de associação, porém, descartava a idéia de que a apercepção (processo mental através do qual cada indivíduo percebe e interpreta o mundo) tenha alguma participação nesse processo.
Sua principal base de estudos concentrava-se nos elementos propriamente ditos, e acreditava que a Psicologia deveria procurar descobrir a natureza das experiências conscientes elementares, para determinar sua estrutura, através da análise das partes que a formam.
Esta experiência consciente, segundo Titchener é dependente do indivíduo que a vivencia, diferindo da estudada por cientistas de outras áreas. Por exemplo, tanto a Física como a Psicologia tem condições de estudar a luz ou o som, porém, cada profissional terá orientação, métodos e objetivos diferentes.
Em seu livro A Textbook of Psychology, Titchener cita que “Todo conhecimento humano é derivado das experiências humanas, não há outra fonte de conhecimento”. Com base nessa afirmação, podemos concluir que toda experiência humana pode ser analisada por pontos de vistas distintos, não estando nenhum deles necessariamente incorreto, pois cada indivíduo tem suas próprias vivências e, portanto, seu próprio repertório de conhecimentos.

domingo, 16 de outubro de 2011

INTROSPECCIONISMO

 O introspeccionismo, de um lado, busca uma vivência interior, procura ter acesso à interioridade do indiviíduo, em contraposição à vivência exterior, fazendo desta forma o psiquismo existir de maneira diferente do orgânico. A fenomenologia, por outro lado, apresenta a estrutura da consciência enquanto intencionalidade, a consciência é "consciência de...". Não há dicotomia possível entre o eu e  o mundo. O mundo não é algo exterior, mas é afirmado como "meio". O eu não é interioridade, mas é afirmado como "existente" no mundo (Lyotard, 1967, p. 58). "Não existe o homem interior, o homem é no mundo", e, a verdade, portanto, não se encontra num suposto homem interior, mas "é no mundo que ele se conhece" (Merleau-Ponty, 1954; citado em Lyotard, 1967, p. 58).





 Para o introspeccionismo a vivência da consciência constitui por si mesmo um saber da consciência. Estou assustado, sei o que é o medo. A vivência se dá imediatamente com seu sentido. Há uma transparência. Para a fenomenologia, ao acontrário, o método de abordagem exige uma reflexão: uma retomada descritiva da própria vivência para a consciência atual. Assim, por exemplo, estou assustado, sei que tenho medo, não sei ainda o que é o medo. Este método de reflexão, esta retomada necessária da vivência permite ao fenomenólogo superar a barreira intransponível para o introspeccionista da vivência individual, que não pode ser reproduzida.


Wilhelm Wundt (1832 – 1920), Psicólogo e Filósofo alemão, líder da Escola Estruturalista, nascido em Neckarau é considerado o pai da psicologia moderna.
O método fundamental usado por Wundt em suas pesquisas psicológicas foi a Introspecção, na qual utilizava sujeitos treinados, que, seguiam normas estritas e obedeciam certas regras:
  • O observador deve ser capaz de determinar quando o processo pode ser introduzido; 
  • Ele deve estar num estado de prontidão ou de atenção concentrada;
  • Deve ser possível repetir a observação varias vezes;
  • As condições experimentais devem ser passíveis de variação em termos da manipulação controlada dos estímulos.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Behaviorismo

  Do termo inglês behaviour ou do americano behavior, significando conduta, comportamento – é um conceito generalizado que engloba as mais paradoxais teorias sobre o comportamento, dentro da Psicologia.
  Esta teoria teve início em 1913, com um manifesto criado por John B. Watson – “A Psicologia como um comportamentista a vê“. Nele o autor defende que a psicologia não deveria estudar processos internos da mente, mas sim o comportamento, pois este é visível e, portanto, passível de observação por uma ciência positivista. Nesta época vigorava o modelo behaviorista de S-R, ou seja, de resposta a um estímulo, motor gerador do comportamento humano.  Watson é conhecido como o pai do Behaviorismo Metodológico ou Clássico, que crê ser possível prever e controlar toda a conduta humana, com base no estudo do meio em que o indivíduo vive e nas teorias do russo Ivan Pavlov sobre o condicionamento – a conhecida experiência com o cachorro, que saliva ao ver comida, mas também ao mínimo sinal, som ou gesto que lembre a chegada de sua refeição.